Bibliografia


Levantamento bibliográfico dos textos de Freud






Fonte: Edição Standard Brasileira, Volumes de I a XXIII.





Volume III:

A sexualidade na etiologia das neuroses (1898), p. 289

Lembranças encobridoras (1899), p. 333



Volume IV: A interpretação dos Sonhos (1900)

Volume V: A interpretação dos Sonhos (Continuação)



Volume VI:  A Psicopatologia da vida cotidiana (1901)



Volume VII:

. Fragmento de análise de um caso de Histeria (1905 [1901])

. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade.

Apêndice: “Lista de escritos de Freud que tratam predominantemente ou em grande parte de sexualidade”, p. 251. Onde listam-se os seguintes textos:

·         1898 - A Sexualidade na Etiologia das Neuroses

·         1905 - Três ensaios sobre a Teoria da Sexualidade;

·         1906 – Meus pontos de vista sobre o papel desempenhado pela sexualidade na Etiologia das Neuroses;

·         1907 – Esclarecimento sexual das crianças;

·         1908 – Caráter e erotismo anal;

·         1908 – Sobre as teorias sexuais das crianças;

·         1908 – Ética sexual “civilizada” e doença nervosa moderna;

·         1910 – Cinco conferências sobre Psicanálise, Conferência IV;

·         1910 – Leonardo da Vince, capítulo III;

·         1910 – Um tipo especial de escolha de objeto feita pelos homens

·         1912 – Sobre a tendência universal à degradação na esfera do amor ;

·          1912 – Contribuições a um exame da masturbação;

·         1913 – A disposição à neurose obsessiva;

·         1913 – As reivindicações da psicanalise ao interesse científico, parte II;

·         1913 -  Prefácio a ‘Scatologic rites of all nations’ de Bourke;

·         1914 – Sobre o narcisismo;

·         1916/17 – Conferencias introdutórias sobre psicanálise, Conferencias XX, XXI,XXII,XXVI;

·         1917 - Sobre a transformação dos instintos, com referência especial ao erotismo anal;

·         1918 – O tabu da virgindade;

·         1919 – Uma criança é espancada;

·         1920 – A psicogênese de um caso de homossexualidade feminina;

·         1922 – Certos mecanismos neuróticos no ciúmes, na paranoia e no homossexualismo, seção C;

·         1923 – Dois artigos de Enciclopédia: A teoria da libido;

·         1923 – A organização genital infantil;

·         1924 – O problema econômico do masoquismo;

·         1924 -  Dissolução do complexo de Édipo;

·         1925 – Algumas consequências psíquicas da distinção anatômica entre os sexos;

·         1927 – Fetichismo;

·         1931 – Tipos Libidinais;

·         1931 – Sexualidade feminina;

·         1933 – Novas conferencias introdutórias sobre Psicanálise , conferências XXXII e XXXIII;

·         1940 – Um esboço da psicanálise, capítulos III e VII;

·         1940 – A divisão do eu no processo de defesa.



. Meus pontos de vista sobre o papel desempenhado pela sexualidade na etiologia das Neuroses (1906 [1905]), p. 283.





Volume VII – Os chistes e sua relação com o Inconsciente.



Volume IX

. O esclarecimento sexual das crianças (1907), p. 137.

. Fantasias histéricas e sua relação com a bissexualidade (1908), p. 163.

. Caráter e erotismo anal (1908), p. 175.

. Moral sexual “civilizada” e doença nervosa moderna (1908), p. 187.

. Sobre as teorias sexuais das crianças (1908), p. 213.

. Romances familiares (1909 [1908]), p. 243.



Volume X : Duas histórias Clínicas (O “Pequeno Hans” e o “Homem dos Ratos”)



Volume XI:

. Leonardo da Vinci e uma lembrança da sua infância (1910), p. 59.

. Um tipo especial de escolha de objeto feita pelos homens (Contribuição à psicologia do amor I) (1910), p. 149.

. Sobre a tendência universal à depreciação na esfera do amor (Contribuições à psicologia do amor II)  (1912), p. 163.

.O tabu da virgindade (Contribuições à psicologia do amor III) (1918[1917]), p. 179.

. Críticas às Cartas de uma mulher neurótica, de Wilhem Neutra, p. 225.





Volume XII:

. Sobre a psicanálise (1913 [1911]), p. 265.

. Uma nota  sobre o inconsciente na psicanálise (1912), p. 327.

. Prefácio a Os distúrbios psíquicos da potência masculina, de Maxim Stein. P. 435.





Volume XIII:

. Totem e Tabu (1913[ 1912-13]), p. 17.



Volume XIV:

. Sobre o narcisismo: uma introdução (1914), p. 89.

. Os instintos e suas vicissitudes (1915), p. 137. Leia-se: As pulsões e suas vicissitudes.

. O Inconsciente (1915), p. 191.



Volume XVII:

. ‘Uma criança é espancada’: uma contribuição ao estudo da origem das perversões sexuais (1919), p. 225.



Volume XVIII

. Além do princípio do prazer (1920), p. 17.

. A psicogênese de um caso de homossexualismo numa mulher (1920), p. 185.

. Alguns mecanismos neuróticos no ciúme,  na paranóia e no homossexualismo (1922), p. 271.

. Dois verbetes de enciclopédia (1923- 1922).

A) Psicanálise

B) A teoria da libido

. A cabeça de medusa (1940 [1922])



Volume XIX

. O Ego e o Id (1923)

. A organização genital infantil: uma interpolação na teoria da sexualidade (1923), p. 179.

. O problema econômico do masoquismo (1924), p. 199.

. A dissolução do complexo de édipo (1924), p. 217.

. Algumas consequências psíquicas da distinção anatômica, 

. Entre os sexos (1925), p. 309.



Volume XX

. Inibições, sintomas e ansiedade (1926 [1925]), p. 107.  Leia-se: Inibições, sintomas e angústia.



Volume XXI

. O mal estar na civilizaçãoo (1930[1929]), p. 81.

. Fetichismo (1927), p. 179.

. Tipos libidinais (1931), p. 251.

. Sexualidade feminina (1931), p. 259.





Volume XXIII

. Análise terminável e interminável (1937), p. 247.

. Construções em análise (1937), p. 291.

. Lou Andréas-Salomé (1937-1938), p. 333.













Levantamento bibliográfico dos textos de Lacan












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Vincinguerra, Rose-Paule. (2010). O falo, resíduo que verifica. Correio, n. 67.







FRASES , EFEITOS E CONSEQUÊNCIAS








Dos textos de referência de Jacques Lacan



“O importante é isto: a identidade de gênero não é outra coisa senão o que acabo de expressar com estes termos, “homem” e “mulher”. É claro que a questão do que surge precocemente só se coloca a partir de que, na idade adulta, é próprio do destino dos seres falantes distribuírem-se entre homens e mulheres. Para compreender a ênfase depositada nessas coisas, nesse caso, é preciso nos darmos conta de que o que define o homem é sua relação com a mulher, e vice-versa.” (Jacques Lacan em Seminário 18: de um discurso que não fosse semblante, 1971/2009, p.30).



“Para o homem, nessa relação, a mulher é precisamente a hora da verdade. No tocante ao gozo sexual, a mulher está em condição de pontuar a equivalência entre gozo e semblante. É justamente nisso que jaz a distância a que o homem se encontra dela. Se falei em hora da verdade, é por ser a ela que toda formação do homem é feita para responder, mantendo, contra tudo e contra todos, o status de seu semblante. É certamente mais fácil para o homem enfrentar qualquer inimigo no plano da rivalidade do que enfrentar a mulher como suporte dessa verdade, suporte do que existe de semblante na relação do homem com a mulher.” (Jacques Lacan em Seminário 18: de um discurso que não fosse semblante, 1971/2009, p.33).



“Na verdade, que o semblante seja aqui o gozo para o homem é uma indicação suficiente de que o gozo é semblante.” (Jacques Lacan em Seminário 18: de um discurso que não fosse semblante, 1971/2009, p.33).



“Quando se trata de uma mulher, não é a mesma coisa, porque a mulher tem uma enorme liberdade com o semblante. Consegue dar peso até a um homem que não tem nenhum.” (Jacques Lacan em Seminário 18: de um discurso que não fosse semblante, 1971/2009, p.34).



“O inconsciente não quer dizer nada, se não quiser dizer que, digo eu o que disser e onde quer que me posicione, mesmo que me posicione bem, eu não sei o que digo; e nenhum dos discursos, tais como os defini no ano passado, dá esperança, permite a alguém pretender até esperar, de algum modo, saber o que diz.” (Jacques Lacan em Seminário 18: de um discurso que não fosse semblante, 1971/2009, p.42).

“O que proponho é o seguinte: é afirmar que a linguagem – nós a pomos ali no alto, não é?- tem seu campo reservado na hiância da relação sexual, tal como o falo a deixa aberta. O que ele introduz não são dois termos que se definem pelo masculino e pelo feminino, mas a escolha  que há entre termos de natureza e função muito diferentes, que se chamam ser e ter.” (Jacques Lacan em Seminário 18: de um discurso que não fosse semblante, 1971/2009, p.63).

“O que se comprova, o que o sustenta, o que torna absolutamente evidente e definitiva essa distância, é algo cuja diferença não parece ter sido notada: é a substituição da relação sexual pela chamada lei sexual.” (Jacques Lacan em Seminário 18: de um discurso que não fosse semblante, 1971/2009, p.63).

“O que é designado pelo mito do gozo de todas as mulheres é que o todas as mulheres não existe. Não existe universal da mulher. É isso que é levantado por um questionamento do falo, e não da relação sexual quanto ao que passa com o gozo que ele constitui, visto que eu disse que era o gozo feminino.” (Jacques Lacan em Seminário 18: de um discurso que não fosse semblante, 1971/2009, p.64).



“Só que o instrumento falo não é um instrumento como os outros. É como no canto: o instrumento falo, eu já lhes disse que não deve ser confundido de modo algum com o pênis. O pênis, ele sim, pauta-se pela lei, isto é, pelo desejo, isto é, pelo mais-de-gozar, isto é, pela causa do desejo, isto é, pela fantasia. E aí, o sujeito suposto saber da mulher que saberia esbarra num obstáculo, num osso, justamente aquele que falta ao órgão, se vocês me permitem continuar na mesma veia, porque, em certos animais, existe um osso. Isso mesmo. Há aí uma falta, é um osso falante. Que não é o falo, é o desejo e seu funcionamento. Daí resulta que uma mulher só tem testemunho de sua inserção na lei, daquilo que supre a relação, através do desejo do homem.” (Jacques Lacan em Seminário 18: de um discurso que não fosse semblante, 1971/2009, p.65).



"O falo é aqui esclarecido em sua função. Na doutrina freudiana, o falo não é uma fantasia, caso se deva entender por isto um efeito imaginário. Tampouco é, como tal, um objeto (parcial, interno, bom, mau etc.), na medida em que esse termo tende a prezar a realidade interessada numa relação. E é menos ainda o órgão, pênis ou clitóris, que ele simboliza. E não foi sem razão que Freud extraiu-lhe a referência ao simulacro que ele era para os antigos.

Pois o falo é um significante, um significante cuja função, na economia intra-subjetiva da análise, levanta, quem sabe, o véu daquela que ele mantinha envolta em mistérios.” (Jacques Lacan em A significação do falo, p. 696 - 697.)



“Que o falo seja um significante impõe que seja no lugar do Outro que o sujeito tem acesso a ele. Mas, como esse significante só se encontra aí velado e como razão do desejo do Outro, é esse desejo do Outro como tal que se impõe ao sujeito reconhecer, isto é, o outro enquanto ele mesmo é um sujeito dividido pela Spaltung significante.” (Jacques Lacan em A significação do falo, p. 700).



“Mas, atendo-nos à função do falo, podemos apontar as estruturas a que serão submetidas as relações entre os sexos.

Digamos que essas relações girarão em torno de um ser e de um ter que, por se reportarem a um significante, o falo, têm o efeito contrário de, por um lado, dar realidade ao sujeito nesse significante e, por outro, irrealizar as relações a serem significadas.

E isso pela intervenção de um parecer que substitui o ter, para, de um lado, protegê-lo e, de outro, mascarar sua falta no outro, e que tem como efeito projetar inteiramente as manifestações ideais ou típicas do comportamento de cada um dos sexos, até o limite do ato da copulação, na comédia.” (Jacques Lacan em A significação do falo, p. 701)



 “O mal entendido já é de antes. Na medida em que, antes mesmo desse belo legado, vocês façam parte, ou melhor, compartilhem do balbucio (bafouillage) de seus antepassados. Não é preciso que vocês mesmos balbuciem. Desde antes, o que os sustenta a título de inconsciente, ou seja, do mal entendido, tem aí suas raízes”

“Le malentendu est déjà d’avant. Pour autant que dès avant ce beau legs, vous faites partie, ou plutôt vous faites part du bafouillage de vos ascendants.Pas besoin que vous bafouilliez vous-même. Dès avant, ce qui vous soutient au titre de l’inconscient, soit du malentendu, s’enracine là.”

(Jacques Lacan em “Le malentendu”, lição de 10 de junho de 1980 do seminário “Dissolução”, Ornicar? N° 22/23.)



"Não fico surpreso de que alguma coisa persista como mal entendido a ser dissipado, mesmo entre as pessoas que crêem me seguir. Não pensem que eu esteja exprimindo uma decepção. Isso estaria em desacordo comigo mesmo, pois que lhes ensino que o próprio fundamento do discurso inter-humano é o mal-entendido." (Jacques Lacan em Seminário 3: As psicoses, p.188)



"Seja como for, o homem não pode visar a ser inteiro (...), visto que o jogo de deslocamento e condensação a que está fadado no exercício de suas funções marca sua relação de sujeito com o significante." (Jacques Lacan em A significação do falo, 1958/1998, p.699)



"O aparelho psíquico da sexualidade revela-se na criança, inicialmente, sob formas as mais aberrantes em relação a seus fins biológicos, e a sucessão dessas formas atesta que é por um amadurecimento progressivo que ele se conforma à organização genital. Essa maturação da sexualidade condiciona o complexo de Édipo,
formando suas tendências fundamentais, mas, inversamente, o complexo a favorece, dirigindo-a para seus objetos". (Jacques Lacan em Os Complexos familiares na formação do individuo, Outros Escritos, 1938/2003, p.56)



"Se o que Freud descobriu, e redescobre com um gume cada vez mais afiado, tem algum sentido, é que o deslocamento do significante determina os sujeitos em seus atos, seu destino, suas recusas, suas cegueiras, seu sucesso e sua sorte, não obstante seus dons inatos e sua posição social, sem levar em conta o caráter ou o sexo, e que por bem ou por mal seguirá o rumo do significante, como armas e bagagens, tudo aquilo que é da ordem do dado psicológico". (Jacques Lacan em O seminário sobre “A carta roubada”, Escritos, 1956-1998, p.33-34).



“E por isso que uma mulher - já que de mais de uma não se pode falar – uma mulher só encontra o homem na psicose. Postulemos esse axioma, não porque o homem não ex-sista, como é o caso d'A mulher, mas porque uma mulher o proíbe a si mesma, não por ele ser o Outro, mas porque "não há Outro do Outro”, como costumo dizer. Assim, o universal do que elas desejam é a loucura: todas as mulheres são loucas, como se diz. E por isso mesmo que não são todas, isto é, não loucas-de-todo[1], mas antes, conciliadoras, a ponto de não haver limites para as concessões que cada uma faz a um homem: de seu corpo, de sua alma, de seus bens.” (Jacques Lacan em Televisão, Escritos, 1974/2003, p. 538).



“Será porventura preciso que se nos alie a prática, que em algum momento talvez adquira força de uso, de inseminar artificialmente as mulheres, desrespeitada a proibição fálica, com o esperma de grandes homens, para que extraiam de nós um veredito sobre a função paterna?

O Édipo, todavia, não pode manter-se indefinidamente em cartaz em formas de sociedade nas quais se perde cada vez mais o sentido da tragédia” (Jacques Lacan em Subversão do sujeito e dialética do desejo no inconsciente, Escritos, 1960/1998, p. 827).



“O que, com efeito, constitui o fundo da vida, é que, para tudo que diz respeito à relação entre os homens e as mulheres, o que chamamos coletividade, a coisa não vai. A coisa não vai, e todo mundo fala disto, e uma grande parte de nossa atividade se passa a dizer isto.

O que não impede que não haja nada de sério se não for o que se ordena de outra maneira como discurso. Até isto inclusive, que essa relação, essa relação sexual, na medida em que a coisa não vai, ela vai assim mesmo - graças a um certo número de convenções, interdições, de inibições, que são efeitos da linguagem e só se devem tomar como deste estofo e deste registro. Não há a mínima realidade pré-discursiva, pela simples razão de que o que faz coletividade, e que chamei de os homens, as mulheres e as crianças, isto não quer dizer nada como realidade pré-discursiva. Os homens, as mulheres e as crianças, não são mais do que significantes.” (Jacques Lacan em Seminário 20: mais ainda, 1972-1973/1985, p.46)





“A História é precisamente feita para nos dar a ideia de que ela tem um sentido qualquer. Ao contrário, a primeira coisa que temos que fazer é partir do seguinte: que ali estamos diante de um dizer que é o dizer de um outro que nos conta suas besteiras, seus embaraços, seus impedimentos, suas emoções, e os efeitos desses dizeres. Esses efeitos, bem vemos no que é que isto agita, comove, atormenta os seres falantes. Certo que, para que isto chegue a alguma coisa, tem mesmo que servir, e que servir, meu Deus, para que eles se arranjem, para que eles se acomodem para que, mancos mancando, eles cheguem, mesmo assim, a dar uma sobra de vidinha a esse sentimento dito de amor.” (Jacques Lacan em Seminário 20: mais ainda, 1972-1973/1985, p. 63)





“A realidade é abordada com os aparelhos do gozo.” (Jacques Lacan em Seminário 20: mais ainda, 1972-1973/1985, p. 75)



“Aí está mais uma fórmula que lhes proponho, se é que podemos convir que, aparelho, não há outro senão a linguagem. É assim que, no ser falante, o gozo é aparelhado.” (Jacques Lacan em Seminário 20: mais ainda, 1972-1973/1985, p.75)



“O grande A é barrado porque não há Outro – não aí onde há suplência, a saber o Outro como lugar do inconsciente, esse de quem eu disse que é com isso que o homem faz amor, em outro sentido da palavra com e que é o parceiro – o grande A é barrado porque não há Outro do Outro” (Jacques Lacan em Seminário 23: o sinthoma, 1975-1976/2007, p. 123).



“quando um ser falante se alinha sob a bandeira das mulheres, isto se dá a partir de que ele se funda por ser não-todo a se situar na função fálica. É isto que define a ... a  quê? – a mulher justamente, só que A mulher, isto só pode escrever barrando-se o A. Não há A mulher, artigo definido para designar o universal. Não há A mulher pois – já arrisquei o termo, e por que olharia eu para isso duas vezes? – por sua essência ela não é toda” (Jacques Lacan em Seminário 20: mais ainda, 1972-1973/1985, p.98).



“Há homens que lá estão tanto quanto as mulheres. Isto acontece. E que, ao mesmo tempo, se sentem lá muito bem. Apesar, não digo de seu Falo, apesar daquilo que os atrapalha quanto a isso, eles entrevêem, eles experimentam a ideia de que deve haver um gozo que esteja mais além. É isto que chamamos os místicos.” (Jacques Lacan em Seminário 20: mais ainda, 1972-1973/1985, p. 102).

“Não há mulher senão excluída pela natureza das coisas que é a natureza das palavras” (Jacques Lacan em Seminário 20: mais ainda, 1972-1973/1985, p. 99).



“Se a relação sexual não existe, não há damas. (...)

Esse negócio da relação sexual, se há um ponto desde onde isto se poderia esclarecer, é justamente do lado das damas, na medida em que é da elaboração do não-todo que se trata de romper o caminho.” (Jacques Lacan em Seminário 20: mais ainda, 1972-1973/1985, p.78).



“Primeiro, as quatro fórmulas proposicionais, em cima, duas à esquerda, duas à direita. Quem quer que seja ser falante se inscreve de um lado ou de outro.” (Jacques Lacan em Seminário 20: mais ainda, 1972-1973/1985, p.107).



“Em frente, vocês têm a inscrição da parte mulher dos seres falantes. A todo ser falante, como se formula expressamente na teoria freudiana, é permitido, qualquer que ele seja, quer ele seja ou não provido dos atributos da masculinidade – atributos que restam determinar – inscrever-se nesta parte”. (Jacques Lacan em Seminário 20: mais ainda, 1972-1973/1985, p.107).



“Vocês notarão que eu disse suplementar. Se tivesse dito complementar, onde é que estaríamos! Recairíamos no todo! “(Jacques Lacan em Seminário 20: mais ainda, 1972-1973/1985, p.99).



"Por não crer absolutamente no senso comum, há sentido, mas não há comum."
(Jacques Lacan,em O Saber do Psicanalista,1971-72, p.48)







Dos textos de referência de Jacques Alain- Miller



"Há surpresas no amor porque o acontecimento do amor desmente o impossível da relação sexual. Essa é a razão de Lacan dizer que existe uma dimensão em que o amor é real e não somente imaginário e narcísico. A dimensão em que o amor é real é aquela do encontro contingente sobre o fundo de impossível" (Jacques-Alain Miller em A erótica do tempo, p.60)



O real inventado por Lacan não é o real da ciência. É um real ao acaso, contingente, na medida em que falta a lei natural da relação entre os sexos. É um furo no saber incluído no real. Lacan utilizou a linguagem matemática que é a mais favorável à ciência. Nas fórmulas da sexuação, por exemplo, procurou captar os impasses da sexualidade em uma trama lógico-matemática. E isso foi uma tentativa heroica para fazer da psicanálise uma ciência do real tal como é a lógica. Porém, não se pode fazer isso sem encarcerar o gozo na função fálica, em um símbolo. Implica uma simbolização do real, implica referir-se ao binário homem-mulher como se os seres vivos pudessem estar repartidos tão nitidamente, mas já vemos, no real do século XXI, uma desordem crescente da sexuação.” (Jacques Alain-Miller em O real no século XXI).



“Como não termos, por exemplo, a ideia de uma fissura quando Freud inventou a psicanálise, se assim podemos dizer, sob a égide da rainha Vitória, paradigma da repressão da sexualidade, ao passo que o século XXI conhece a difusão maciça do que é chamado de pornô, ou seja, o coito exibido, tornado espetáculo, show acessível a cada um pela internet por meio de um simples clique com o mouse? De Vitória ao pornô, não apenas passamos da interdição à permissão, mas à incitação, à intrusão, à provocação, ao forçamento. O que é o pornô senão uma fantasia filmada com uma variedade própria para satisfazer os apetites perversos em sua diversidade? Nada melhor que a profusão imaginária de corpos se entregando a um «se dar» e a um «se pegar» para mostrar a ausência da relação sexual no real.” (Jacques Alain-Miller em O inconsciente e o corpo falante).



O real do laço social é a inexistência da relação sexual. O real do inconsciente é o corpo falante. Enquanto a ordem simbólica era concebida como um saber regulando o real e lhe impondo sua lei, a clínica era dominada pela oposição entre neurose e psicose. Agora, a ordem simbólica é reconhecida como um sistema de semblantes que não comanda o real, mas lhe é subordinada. Um sistema respondendo ao real da relação sexual que não existe.” (Jacques Alain-Miller em O inconsciente e o corpo falante).





“O sexo frágil, no que concerne ao pornô, é o masculino, que cede a isso de muito bom grado. Quantas vezes não ouvimos em análise homens que se queixam das compulsões de acompanhar as peripécias pornográficas e até mesmo de estocá-las em uma reserva eletrônica! Do outro lado, o das esposas e das amantes, pratica-se menos do que o conhecimento que se tem da prática de seu parceiro. Então, depende: considera-se uma traição ou um divertimento sem consequências. Essa clínica da pornografia é do século XXI – só a evoco, mas ela mereceria ser detalhada por ser insistente e porque há aproximadamente quinze anos tornou-se extremamente presente nas análises.” (Jacques Alain-Miller em O inconsciente e o corpo falante).



Na era da técnica, a copulação não fica mais confinada no privado nutrindo as fantasias particulares a cada um. Ela foi reintegrada ao campo da representação, passando a uma escala de massa.” (Jacques Alain-Miller em O inconsciente e o corpo falante).



Em primeiro lugar, nesse ensino, o corpo se introduz, inicialmente, como imagem, imagem no espelho. Disso decorre o fato de Lacan dar ao eu [moi] um estatuto que se distingue singularmente daquele que Freud lhe reconhecia em sua segunda tópica. Em segundo lugar, é ainda com um jogo de imagem que Lacan ilustra a articulação prevalecente entre o Ideal do eu e o eu ideal, cujos termos ele toma emprestado de Freud, mas para formalizá-los de maneira inédita. Em terceiro, essa afinidade entre o corpo e o imaginário é também reafirmada em seu ensino dos nós. A construção borromeana enfatiza que é pelo viés de sua imagem que o corpo participa, primeiro, da economia do gozo. Em quarto lugar, mais além, o corpo condiciona tudo o que o registro imaginário aloja de representações: significado, sentido e significação, a própria imagem do mundo. É no corpo imaginário que as palavras da língua fazem entrar as representações, que nos constituem um mundo ilusório sob o modelo da unidade do corpo.” (Jacques Alain-Miller em O inconsciente e o corpo falante).



Aprendemos a dizê-lo, por exemplo, quando falamos do sintoma como de um sinthoma. Aí está uma palavra, um conceito que é da época do falasser. Ele traduz um deslocamento do conceito de sintoma, do inconsciente ao falasser. Como vocês sabem, o sintoma como formação do inconsciente estruturado como uma linguagem é uma metáfora, um efeito de sentido induzido pela substituição de um significante por outro. Em contrapartida, o sinthoma de um falasser é um acontecimento de corpo, uma emergência de gozo. O corpo em questão, aliás, nada diz que é o de vocês. Você pode ser o sintoma de outro corpo desde que você seja uma mulher. Há histeria quando há sintoma de sintoma, quando você faz sintoma do sintoma de um outro, ou seja, sintoma no segundo grau. O sintoma do falasser resta, sem dúvida, a ser esclarecido em sua relação com os tipos clínicos – apenas evoco, sobre os rastros de Lacan, o que acontece na histeria.” (Jacques Alain-Miller em O inconsciente e o corpo falante).



Freud dizia que a teoria das pulsões era uma mitologia. O gozo, em compensação, não é um mito. No capítulo 7 da Die Traumdeutung, Freud chama o aparelho psíquico de uma ficção. O corpo falante, porém, não é uma ficção. É no corpo que Freud encontra o princípio de sua ficção do aparelho psíquico. Ele é construído sobre o arco reflexo como um processo regulado de maneira a manter o mais baixo possível a quantidade de excitação. Lacan substituiu o aparelho psíquico estruturado pelo arco reflexo pelo inconsciente estruturado como uma linguagem. Não se trata de estímulo-resposta, mas de significante-significado. Só que – e esta é uma expressão de Lacan já enfatizada e explicitada por mim – essa linguagem é uma elucubração de saber sobre lalíngua, lalíngua do corpo falante. Disso decorre o fato de o inconsciente ser, ele próprio, uma elucubração de saber sobre o corpo falante, sobre o falasser.” (Jacques Alain-Miller em O inconsciente e o corpo falante).



“O que é uma elucubração de saber? É uma articulação de semblantes a um só tempo se desprendendo do real e envelopando-o. A mutação maior que atinge a ordem simbólica no século XXI é o fato de ela ser, doravante, amplamente conhecida como uma articulação de semblantes. As categorias tradicionais que organizam a existência passam para o nível de simples construções sociais, votadas à desconstrução.” (Jacques Alain-Miller em O inconsciente e o corpo falante).



“Em outras palavras, neste ponto o que prova o sexo é a biologia, uma elaboração do discurso da ciência, já que se pensa que uma fórmula cromossômica circunscreve o real do sexo. Pelo que sei, existem alguns hermafroditas em análise. Se trata verdadeiramente de um espaço de investigação no qual podemos nos perguntar que é ser homem ou mulher quando a aparência não é uma indicação segura. Esses casos têm o mérito de mostrar com sua raridade que o próprio órgão do pênis é um semblante, que para a norma corresponde à fórmula cromossômica, mas nem sempre é assim. Existem, felizmente, esses casos que, como o semblante não é seguro, nos ensinam, se necessário, a distinguir o semblante do sexo do real, na medida em que o discurso da ciência o circunscreve em um matema.” (Jacques-Alain Miller em La naturaleza de los semblantes, p. 152).



“Como se subjetiva a existência ou inexistência do pênis no corpo? Para responder de maneira clara, elementar, preliminar, se subjetiva com o modo de ter, do tenho ou não tenho. Freud acreditava que essa subjetivação era decisiva para a orientação do sujeito. A subjetivação do pênis significa que assume uma significação, e este feito faz dele o falo. Subjetivação equivale assim à significantização. Adiante, nos autorizamos a substituir o nome do órgão pelo falo, que já não nomeia um órgão senão um significante a proposito do qual sempre é possível perguntar-se qual significação engendra, a que se captura nele.” (Jacques-Alain Miller em La naturaleza de los semblantes, p.153)



“A parte masculina da espécie se caracteriza de maneira evidente- isto é, aparente- porque seu gozo está localizado, porque podemos indicar aonde está. Em certo sentido está em seu lugar, ou ao menos tem um lugar, diferente do gozo da mulher. E ainda não deixamos de nos perguntar sobre esse lugar, seguimos sem estar seguros. O gozo não tem na mulher uma localização evidente, e isso levou a interrogar o dito lugar no homem.” (Jacques-Alain Miller em La naturaleza de los semblantes, p. 161).



“Por que afirmamos com Lacan que o falo é um semblante? O afirmamos na medida em que designamos com ele uma representação, um emblema cujo uso estendemos certamente mais além da imagem sem, no entanto, cortar suas conexões” (Jacques-Alain Miller em La naturaleza de los semblantes, p. 163)



“Este dado não é indiferente à psicanálise, já que é impossível imaginar o relato de um caso clínico que não indique se trata-se de um homem ou de uma mulher. A instância do sujeito não é tão poderosa como para anular esse dado, até o ponto que pode inclusive parecer que a finalidade da operação analítica é fazer que o sujeito consinta em ter o corpo que possui, o sexo prescrito pela biologia. Este dado é, pois, por excelência a matéria que há que subjetivar, e não é algo que se subjetiva sempre da mesma maneira.(...)

O corpo é, por excelência, matéria para subjetivação ou, como sublinhei da última vez, para significantização. Em outras palavras, o ter corporal passa, se transforma, dá lugar a um modo de ser fundado, inspirado no corpo que se possui. O mais evidente é essa proposição que parece a mais simples de todas- e certamente, é mais simples que o cogito sum cartesiano-: sou homem, sou mulher.” (Jacques-Alain Miller em La naturaleza de los semblantes, p 165).



“No curso da análise existem transformações orientadas pela pulsão, que se apresenta aparentemente sob a forma das identificações, da relação do sujeito com os semblantes, e realiza um percurso de desenganos, verdades que se anulam sucessivamente. Sem dúvida, esse percurso que se orienta a respeito dos semblantes deve ser avaliado em cada lugar como a relação do sujeito com o real, que é o que permite- ou deveria permitir- julgar essa relação, este entendimento que o sujeito estabeleceu com a pulsão” (Jacques-Alain Miller em La naturaleza de los semblantes, p. 181)



Sobre Mulheres e semblantes: “Embora, talvez, sustente o contrário! Talvez seja mais esclarecedor tomar o avesso desse tema que nos é dado, pois efetivamente ele existe; observamos, nas mulheres, um ódio muito especial ao semblante.” (Jacques Alain-Miller em Mulheres e Semblantes I, p. 01).



“Mesmo que seja de forma brusca, por que não dizer que as mulheres parecem, às vezes e na medida do possível, mais amigas do real? De qualquer forma, isso se explica pelo fato de elas não terem necessariamente a mesma relação com a castração que os homens. Em certo sentido, como assinala Lacan, a castração nelas é de origem, o que se confirma com a conhecida indicação sobre a ausência de fetichismo nas mulheres. O fetichismo traduz no homem o horror, o desmentido da castração que aqui podemos homologar, por aproximação, ao real do qual alguém se protege. Em todo caso, é desse modo que elas se inscrevem na literatura psicanalítica e por isso mesmo justificaria a expressão ─ também arriscada ─ de amigas do real.” (Jacques Alain-Miller em Mulheres e Semblantes I, p. 02).



“Semblantes outra vez. Desta vez, implicados nas relações entre os sexos. A propósito, onde estão os homens? Talvez estejam mais cativados pelos semblantes do que as mulheres. Talvez as mulheres estejam mais próximas do real de tal maneira que, ao falar de mulheres e semblantes, sejam os homens que estão no lugar do semblante.” (Jacques Alain-Miller em Mulheres e Semblantes II, p. 01).



“A mulher não existe não significa que o lugar da mulher não exista, mas que esse lugar permanece essencialmente vazio. E o fato dele ficar vazio não impede que algo possa ser encontrado ali. Nesse lugar se encontram somente máscaras; máscaras do nada, suficientes para justificar a conexão entre mulheres e semblantes.” (Jacques Alain-Miller em Mulheres e Semblantes II, p. 02).



“A que chamamos semblante? Ao que tem a função de velar o nada. Por isso o véu é o primeiro semblante. Como testemunham a história e a antropologia, uma preocupação constante da humanidade consiste em velar, cobrir as mulheres. De certo modo é possível dizer que as mulheres são cobertas porque A mulher não pode ser descoberta.

De tal maneira, que é preciso inventá-la. Nesse sentido, chamamos de mulheres esses sujeitos que têm uma relação essencial com o nada. Trata-se de uma expressão prudente, de minha parte, porque todo sujeito, tal como Lacan o define, tem uma relação com o nada. Mas, de certo modo, esses sujeitos que são mulheres têm uma relação mais essencial, mais próxima com o nada.” (Jacques Alain-Miller em Mulheres e Semblantes II, p. 02).



“Há, entretanto outra solução, ou outro registro de solução, que é a do lado do ser. Esta consiste em não tapar o buraco mas metabolizá-lo, dialetizá-lo sendo o próprio buraco, ou seja, fabricar um ser com o nada. Também desse lado se abre toda uma clínica “feminina”, a da falta de identidade, que tem nas mulheres uma intensidade nada comparável com o que pode ser encontrado nos homens.” (Jacques Alain-Miller em Mulheres e Semblantes II, p. 05).



“Lacan não diz somente que A mulher não existe. Afirma, além disso, que há verdadeiras mulheres, expressão que constitui para nós um problema. Entende-se que mulher e verdade possam ter algo a ver com o que se diz que depende do semblante, já que a verdade é distinta do saber e tem estrutura de ficção. Também se entende que as mulheres possam ser localizadas como a verdade de um homem, na medida em que reduzem as sublimações masculinas a mentiras e encarnam, enquanto A mulher não existe, o fracasso do seu conceito.” (Jacques Alain-Miller em Mulheres e Semblantes II, p. 06).



“O homem “lacaniano”, tal como atravessa os seminários e os escritos, é pelo contrário um ser pesado, estorvado, embaraçado pelo ter. O ter é um estorvo e, como ele tem algo a perder, está condenado à cautela. O homem “lacaniano” é fundamentalmente medroso e, quando vai à guerra é certamente para fugir das mulheres, do buraco. Assim, o homem não é sem semblantes, mas estes servem para proteger seu pequeno ter. Não se trata do semblante propriamente dito, o feminino, que é propriamente máscara da falta.” (Jacques Alain-Miller em Mulheres e Semblantes II, p. 10).